Essa é a pior hora do dia, o começo da noite.
É quando eu penso, e pensar anda me matando... Pensar, e acreditar nos pensamentos, nas suposições. Quando eu pensei ajudar, maltratei, ma(ltra)tei. Quando achei que "gostar" fosse a resposta, errei o nome, a palavra, de propósito, e a resposta era um adeus. Adeus, essa palavra se repetiu muito ontem, pra mim. Não verbalmente, não ouvi nenhum adeus, todos foram sem se importar com o que eu acharia, com o que eu sentiria... Simplesmente foram. Mas eu disse adeus, em minha cabeça cheia, eu disse adeus, com todas as malditas letras.
Um trem indo pra longe, um ser voando pra mais alto do que qualquer outro poderia. Adeus. Falta de cuidados, brincadeiras sem hora. Adeus. Começar a gostar, começar a gostar. Adeus.
Essa é a pior hora do dia quando não tenho que cuidar de ninguém, nem ligar para ninguém, e o pior, quando não tenho que pensar em mais ninguém, além de mim. Sete horas, essa é a pior hora do dia, e que dia.
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
dores são incapazes.
Eu queria dizer sentimentos, não palavras. As palavras têm tantas interpretações, e eu cometo tantas falhas. Dizer sentimentos não seria vomitá-los, com fúria ou pressa, seria sentí-los, aos poucos, e simplesmente dizê-los.
Queria também olhar pra o lugar certo, o tempo todo. Me virar e pular aquilo que não queria, ou devia, ver.
Hoje não foi um dia ruim, nem ontem. Foram dias comuns, o que me consome mais. Com os dias comuns eu aprendo pouco, e sorrio pouco. E pra que, PRA QUE, servem os dias comuns?
De qualquer forma, já não é mais o olhar, o sorriso que prende meus pensamentos... Os olhos, os dentes continuam lá, decorados, mas o que ocupa a minha mente, agora, é a voz, a manha, os elogios, e os novos olhos, e novos sorrisos. Porque não existe "a outra metade da laranja" existe uma pessoa pra melhorar os dias... E as lembranças dele melhoravam, agora, a melodia melhora mais.
Queria também olhar pra o lugar certo, o tempo todo. Me virar e pular aquilo que não queria, ou devia, ver.
Hoje não foi um dia ruim, nem ontem. Foram dias comuns, o que me consome mais. Com os dias comuns eu aprendo pouco, e sorrio pouco. E pra que, PRA QUE, servem os dias comuns?
De qualquer forma, já não é mais o olhar, o sorriso que prende meus pensamentos... Os olhos, os dentes continuam lá, decorados, mas o que ocupa a minha mente, agora, é a voz, a manha, os elogios, e os novos olhos, e novos sorrisos. Porque não existe "a outra metade da laranja" existe uma pessoa pra melhorar os dias... E as lembranças dele melhoravam, agora, a melodia melhora mais.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
all my loving.
São todos os azuis, verdes, todas as tonalidades, reuindas alí, logo acima do nariz de imperador (fato engraçado pra quem tem o nome de um). São os dentes, alguns muito brancos, outros já amarelados, com caninos grandes e realmente pontudos, como os de um vampiro, e aqueles dois da frente mais arredondados, se combinando tanto, em tamanha harmonia, que um sorriso logo se transforma em um sonho. É todo o passado, os fatos, as fotos, aquilo que passou e resiste ao tempo, aos poucos sorrisos, às poucas palavras, aos novos amores, à nova carapaça. E hoje, pensar nos próximos anos sem esses oceanos, sem esses diamantes, sem essa canção, não parece mais inviável - tornou-se impossível. Foram nove bons anos para mim, e que ele, agora, tenha muito mais do que esses dois anos para ele, porque nos meus nove eu o vi, ouvi, senti, sonhei, decorei, nos meus nove anos, eu o amei.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
de repente, não mais que de repente.
Eu sei que vou te amar por toda a minha vida...
E eu não sei mais como, nem porque, mas a cada segundo todos os homens, todos os outros, todos, parecem nada, se reduzem a nada. Porque era aquele homem, ou meio homem que era ele.
E de repente do riso fez-se o pranto...
E hoje, o meio homem, que era o dono dos meus sonhos, é mais um.
E eu não sei mais como, nem porque, mas a cada segundo todos os homens, todos os outros, todos, parecem nada, se reduzem a nada. Porque era aquele homem, ou meio homem que era ele.
E de repente do riso fez-se o pranto...
E hoje, o meio homem, que era o dono dos meus sonhos, é mais um.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Gadú.
Pior que o melhor de dois
Melhor do que sofrer depois
Se é isso que me tem o certo
A moça de sorriso aberto
Ingênua de vestido assusta
Afasta-me do ego imposto
Ouvinte claro, brilho no rosto
Abandonada por falta de gosto
Agora sei não mais reclama
Pois dores são incapazes
E pobres desses rapazes
Que tentam lhe fazer feliz
De coração não mais roubado
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