Pensar positivo. Foi o que eu aprendi com o tempo... Foi o que eu aprendi ontem, na verdade. "Sempre existe uma luz", e sempre que eu citei Renato Russo eu não pensei dessa forma. Mas é, a luz, pra mim, hoje, tá longe, físicamente, não temporalmente. Em partes, na verdade, porque o fim do vestibular/enem pode ser uma luz, também, uma luz considerável.
Eu ainda não sei se opto pelo jornalismo, pela matemática ou pela filosofia... Quem sabe pela engenharia? Ou talvez pedagogia? Háha. Eu descubro, eu descubro! E tem que ser logo, acho!
Mas enfim, assistir Harry Potter, hoje, e esperar os 4 livros que encomendei! Que maravilha. Háha, dia Potteristico! Que vício antigo... Eu lembro ainda quando eu brincava que era a Cho, ou a Gina, haha. Bons tempos aqueles... Bons tempos de Hoggy...
E a política, agora? Eu tô realmente perdida. Já não sei o que são laços partidários, o que é pura politicagem, não sei até onde abraçar um dos piores presidentes (se não o pior) da história é plausível, não sei de mais NADA. Nem sei mais se o Fora Sarney é digno... Acho que antes de mandar os caras embora as pessoas deveriam aprender a votar! Ficar falando mal é MUITO fácil, agir que é difícil. Ok, ele está no poder, tá tentando mudar, e a oposição tá atrás, querendo criticar os reflexos da administração passada... Que droga!
Mas vai melhorar... Ou não, essa juventude (incluindo eu) só quer saber de passar no vestibular e ser o melhor no Playstation haha.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Olhos de ressaca.
Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no seu olhar. Não tive a intenção de me apaixonar, mera distração e já era o momento de se gostar. Quando eu dei por mim, nem tentei fugir do visgo que me prendeu, dentro do seu olhar. Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor que vinha pra ficar.
E não são só os olhos. São os cabelos, os dentes perfeitamente agrupados em um sorriso. O assunto. São os olhos de ressaca. O sorriso ingênuo, a minha ingenuidade.
Sobre Harry Potter: Ok, o filme não foi o melhor, mas eu gostei. Achei que fosse ser horrível, pelo que lí, mas não foi. Teve um exagerinho de comédia romântica, mas foi bonito, bem feito, MIL VEZES melhor que o quinto, e duas mil vezes pior que o segundo. Mas eu até que gostei, mesmo das péssimas atuações...
E não são só os olhos. São os cabelos, os dentes perfeitamente agrupados em um sorriso. O assunto. São os olhos de ressaca. O sorriso ingênuo, a minha ingenuidade.
Sobre Harry Potter: Ok, o filme não foi o melhor, mas eu gostei. Achei que fosse ser horrível, pelo que lí, mas não foi. Teve um exagerinho de comédia romântica, mas foi bonito, bem feito, MIL VEZES melhor que o quinto, e duas mil vezes pior que o segundo. Mas eu até que gostei, mesmo das péssimas atuações...
sábado, 4 de julho de 2009
Hi stranger
Cinco horas. Cinco horas que me fizeram esquecer todas as outras. As outras em que me torturei e em que me senti MUITO bem. Cinco benditas horas. Frases como 'i feel kinda sad disconnecting' ou 'kisses, hyviä unia, oman kullan kuvia' me fizeram sorrir. Nessas cinco horas eu só pensei nele, e nas tatuagens. Pode parecer estúpido, MUITO estúpido, mas ele me fez lembrar alguém... Um alguém de quem eu havia me esquecido... Sim, ele me fez lembrar de mim. De mim nos bons tempos, e nos ruins também. Um poliglota fascinante, é o que ele é. O cara que beira a perfeição, conversa incrível, aquela. Cinco benditas horas falando de jogadores, palmitos, nomes, problemas, qualidades, defeitos, mais palmitos e desejos, sonhos. Cinco horas foram o bastante pra eu me esquecer de todo o corinthianismo, todo o carioquismo, TUDO.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Que me tirem outro pedaço do coração, novamente. O maldito costume da tragédia. Eu perdi, realmente, o rumo das palavras, das ações, perdi o rumo. De qualquer forma, eu deveria escrever pra esquecer, e tudo isso só me faz pensar mais... Eu vou abandonar essas malditas paixões, essas malditas vontades, porque não adianta, eu não nasci pra fazer a diferença pra ninguém.
Agora está tão longe ver a linha do horizonte me distrai. Dos nossos planos é que tenho mais saudade, quando olhávamos juntos na mesma direção. Aonde está você agora além de aqui, dentro de mim?
Agora está tão longe ver a linha do horizonte me distrai. Dos nossos planos é que tenho mais saudade, quando olhávamos juntos na mesma direção. Aonde está você agora além de aqui, dentro de mim?
domingo, 28 de junho de 2009
Beauvoir.
Quarta-feira, 23 de julho de 1947.
(...) Nós nos amamos através de lembranças e esperanças, através da distância e das cartas. Conseguiremos fazer deste amor um sentimento humano, vivo e feliz? É preciso. Acredito que conseguiremos, mas não será fácil. Nelson, eu o amo, mas será que mereço seu amor, já que não lhe dou minha vida? Eu tentei explicar porque não posso dá-la. Você compreende? Não guardará ressentimentos? Não guardará nunca? Você acreditará sempre, apesar disso, que é realmente amor o que sinto por você? Talvez eu não devesse levantar estas questões, me faz mal exprimi-las tão brutalmente. Mas, mesmo assim, não posso evitar, é a mim mesma que coloco essas questões. Não quero mentir para você, dissimular o que quer que seja. Se estou perturbada há dois meses, é porque uma dessas questões me obceca o coração e me faz sofrer: é justo dar uma parte de si, sem estar pronto a dar tudo? Posso amá-lo e dizer-lhe que o amo sem ter a intenção de lhe dar toda a minha vida, se você a pedir? Você me odiará um dia? Nelson, meu amor, seria mais fácil para mim não levantar esse problema, seria fácil porque você não o fez. Mas você dizia tão gentilmente que não poderíamos jamais nos mentir ou calar um diante do outro. Eu não suportaria nenhuma má intenção, de decepção, de rancor entre nós. Agora está feito, está escrito. Não responda se não tiver vontade, conversaremos a respeito quando nos encontrarmos. Você se lembra que uma vez eu lhe disse o quanto o respeitava: foi esse sentimento que me levou a escrever esta página. Eu não estou dizendo que você exige a minha vida, mas apenas isto: não sabemos o que acontecerá quando nos revermos, tudo o que sei é que, aconteça o que acontecer, eu jamais poderei lhe dar tudo, e sinto-me constrangida quanto a isso. Oh, querido é infernal estarmos afastados e impossibilitados de nos vermos, quando falamos de coisas tão importantes. Você percebe que é por amor que tento falar a verdade, apesar de tudo, e que isso revela mais amor do que simplesmente dizer “eu o amo”? Você percebe que quero merecer o seu amor tão intensamente quanto eu o desejo? Leia isso com um coração amoroso, imaginando minha cabeça no seu ombro. Talvez minha carta pareça pueril, ainda mais porque digo o que você já sabe. Não pude me privar de escreve-la esta noite, nosso amor deve ser verdadeiro. Precisamos conseguir nos reencontrar. Minhas expectativas, eu as coloco tanto em você quanto em mim. O que quer que você pense, beije-me muito forte.
Sua Simone.
Simone de Beauvoir... Que textos, que sentimentos, que mulher. Se eu fosse um quarto do que ela foi, eu seria um pouco mais completa, um quarto completa. Mas enfim, foi isso. Foi isso exatamente que eu senti... Dei uma parte de mim, sem estar disposta a dar tudo. Foi exatamente isso. E fui chamada de estranha, de fria. Talvez o tenha sido. Mas eu digo que foi amor demais.
(...) Nós nos amamos através de lembranças e esperanças, através da distância e das cartas. Conseguiremos fazer deste amor um sentimento humano, vivo e feliz? É preciso. Acredito que conseguiremos, mas não será fácil. Nelson, eu o amo, mas será que mereço seu amor, já que não lhe dou minha vida? Eu tentei explicar porque não posso dá-la. Você compreende? Não guardará ressentimentos? Não guardará nunca? Você acreditará sempre, apesar disso, que é realmente amor o que sinto por você? Talvez eu não devesse levantar estas questões, me faz mal exprimi-las tão brutalmente. Mas, mesmo assim, não posso evitar, é a mim mesma que coloco essas questões. Não quero mentir para você, dissimular o que quer que seja. Se estou perturbada há dois meses, é porque uma dessas questões me obceca o coração e me faz sofrer: é justo dar uma parte de si, sem estar pronto a dar tudo? Posso amá-lo e dizer-lhe que o amo sem ter a intenção de lhe dar toda a minha vida, se você a pedir? Você me odiará um dia? Nelson, meu amor, seria mais fácil para mim não levantar esse problema, seria fácil porque você não o fez. Mas você dizia tão gentilmente que não poderíamos jamais nos mentir ou calar um diante do outro. Eu não suportaria nenhuma má intenção, de decepção, de rancor entre nós. Agora está feito, está escrito. Não responda se não tiver vontade, conversaremos a respeito quando nos encontrarmos. Você se lembra que uma vez eu lhe disse o quanto o respeitava: foi esse sentimento que me levou a escrever esta página. Eu não estou dizendo que você exige a minha vida, mas apenas isto: não sabemos o que acontecerá quando nos revermos, tudo o que sei é que, aconteça o que acontecer, eu jamais poderei lhe dar tudo, e sinto-me constrangida quanto a isso. Oh, querido é infernal estarmos afastados e impossibilitados de nos vermos, quando falamos de coisas tão importantes. Você percebe que é por amor que tento falar a verdade, apesar de tudo, e que isso revela mais amor do que simplesmente dizer “eu o amo”? Você percebe que quero merecer o seu amor tão intensamente quanto eu o desejo? Leia isso com um coração amoroso, imaginando minha cabeça no seu ombro. Talvez minha carta pareça pueril, ainda mais porque digo o que você já sabe. Não pude me privar de escreve-la esta noite, nosso amor deve ser verdadeiro. Precisamos conseguir nos reencontrar. Minhas expectativas, eu as coloco tanto em você quanto em mim. O que quer que você pense, beije-me muito forte.
Sua Simone.
Simone de Beauvoir... Que textos, que sentimentos, que mulher. Se eu fosse um quarto do que ela foi, eu seria um pouco mais completa, um quarto completa. Mas enfim, foi isso. Foi isso exatamente que eu senti... Dei uma parte de mim, sem estar disposta a dar tudo. Foi exatamente isso. E fui chamada de estranha, de fria. Talvez o tenha sido. Mas eu digo que foi amor demais.
terça-feira, 23 de junho de 2009
No tempo em que comemoravam o dia de seus anos.
A última lembrança que tenho dele é de sua posição no banco de madeira logo em frente a porta de vidro e ferro. A cabeça baixa, os olhos entreabertos, a feição velha, triste e cansada. É a última coisa que vi em seus olhos, cansaço... E naquele dia eu chorei. Porque não era apenas meu vizinho, nunca o fora. Era ele, um retrato do que eu temo ser, e do que eu gostaria de ser. A esclerose me assusta, mas, de fato, parece algo melhor do que ser lúcido, às vezes. Foi a última coisa que vi em seus olhos cansados e não muito abertos, palidez. E eu ainda me lembro de ouvir sua voz alta ecoando na escada, a qualquer hora do dia. É, o silêncio dói mais do que muito, agora. A voz, os poucos fios de cabelo, os olhos, a pele, as mãos, a postura. Que descanse em paz, meu bom camarada, do senhor, eu não me esqueço.
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